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JCruz

Cônsul

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1,795

sexta, 13 novembro 2009 - 20:02

Hino do Comando

A pedido coloco aqui o Hino do Comando em homenagem a todos os que
tombaram na GUERRA DO ULTRAMAR

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Somos jovens e audazes,

Palmilhando matas sem fim,

E mostramos ser capazes

De lutar até ao fim.



Aprendemos a ser duros,

A lutar até morrer,

E mostramos ser seguros

Não faltando ao dever.



Ao perigo indiferentes,

E na guerra destemidos,

Nunca largamos as frentes

Perseguindo o inimigo.



Esta é a voz do COMANDO,

Que de regresso cantamos,

E bem alto vamos gritando

MAMA SUMAE, AQUI ESTAMOS.
JCruz

Ruca

Decurião

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1,796

sábado, 14 novembro 2009 - 09:40

Hino Nacional

O nosso Hino nacional tem uma música linda, mas a letra está completamente desfazada dos dias de hoje.

Na minha opinião, deveriam trocar aquela letra guerreira, mantendo a melodia, claro, para uma mais de acordo com os portugueses de hoje e dos tempos que atravessamos.

Não cabe na cabeça de ninguém que HOJE este pequeno país, fraco, pobre e mediocramente governado ainda pense manter esse orgulho bacoco e ridículo de guerreiros contra tudo e contra todos.

Às armas? contra quem? Contra os canhões de quem? coitados de nós.

Devemos sim, estar sintonízados com os valores de hoje, da Europa, e do respeito pelos valores humanos, repudiando sempre e sempre e sempre os conflitos armados que só delapidam qualquer nação quanto a meios humanos e económicos.

Somos uma sociedade de "velhos", onde morre mais população do que os que nascem e não é a quer manter conceitos completamente ultrapassados que conseguiremos sobreviver.

No seio das Nações, muitas delas poderosas, quando lhes traduzem a letra do nosso Hino tão lindo, traçam um sorriso irónico e de tristeza pelas pretensões deste povo em decadência.

E, podem crer, que esta minha opinião é a opinião da grande maioria do povo português, deixando os saudosistas que nada mais alcançam do que o seu umbigo a remoer e sonhar com o passado.

Recordar sim, mas não querer que tudo continue na mesma. O país evoluiu e os valores actuais defendidos pelas nações avançadas (em que nos encontramos, nem que seja porque pertencemos à União Europeia) são muito mais elevados do que o primitivismo do incitamento às armas.

Se não temos capacidade para compreender isto, aprendemos com as outras nações, algumas de um poderio bélico atrrador, cujas letras dos seus hinos sugerem e incitam para o patritismo e valores morais elevados e não a guerra.

Ruca

crocodilo

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1,797

sábado, 14 novembro 2009 - 19:29

A Verdade e os Leões.


«E agora!! onde está a verdade?»
pág. 292.

Também eu gostava de saber a verdade, mas não sei. Sei apenas a minha verdade, a verdade do que eu vivi, a verdade da minha experiência. Ter a coragem de assumir a minha ignorância sobre a vivência dos outros é o ponto de partida para alcançar a verdade. Mas esse é um caminho muito difícil e inacabado, pois sei que, tal como o horizonte, a verdade estará sempre para além do meu alcance, embora saiba muitas vezes onde está a mentira.
De resto, existem muitas maneiras de definir a verdade. A mais comum é a correspondência com os factos. Se eu disser que os leões têm o pêlo amarelo dourado (também os há de pelo branco), podem recorrer ao vosso conhecimento e experiência para ver que isso é verdade. Mas basta que alguém me mostre um leão esverdeado a vomitar ódio para que eu possa desde logo duvidar (não estou a referir-me aos leões de lista branca e verde, pois esses só lutam com uma bola e a vida agora não lhes corre de feição). Em minha defesa, sempre posso afirmar que se o leão for esverdeado e a vomitar ódio, não é leão, e lá teremos então de ir procurar um especialista em cinegética que me diga o que são os leões, embora há muito os conheça de gingeira.

Um especialista em fauna animal selvagem ou um caçador africano munido de todos os seus conhecimentos e experiência em África, pode definir a verdade porque as suas palavras são entendidas por todas as pessoas que estiveram em Angola e (de facto) conheceram um verdadeiro leão.
Dizem os apologistas da verdade que ela é inalcançável, pelo que teremos que nos satisfazer com aproximações. Por essa razão, quando vejo alguém dizer que só ele sabe e só ele fala com verdade, eu fujo e a partir desse momento passo a manifestar-lhe desprezo, porque sei que verdade não quebra e anda sempre por cima da mentira, como o azeite na água.
Então o tipo ou está, de facto, a mentir, ou não sabe que nada sabe e é, por isso, ignorante. A não ser que fale de leões de pêlo amarelo dourado porque, pelo menos, esses em Portugal, agora com a nova lei que entrou há dias em vigor, não farão mal a ninguém pois vão para o seu lugar no Jardim Zoológico.

Há pessoas cuja felicidade em falar não procede senão de certa impotência para poderem estar caladas.
Penso, no entanto, que é mais fácil dizer coisas novas do que conciliar as que já foram escritas nas páginas anteriores. É que os aqui andam não têm memória curta. Pode-se julgar ser mais esperto do que um outro, mas não mais esperto de que todos os outros que por aqui andam. Para terminar, aconselho tolerância, embora esta seja uma virtude difícil; o nosso primeiro impulso e mesmo o segundo é odiar e então, quando não pensam como nós, e acontece com aqueles que não tendo conhecimento da verdade, habituaram-se a contradizer a verdade dos outros.

Existia em Angola um provérbio do povo Bailundo que se traduzia mais ou menos assim:
“o que tu não vês com os teus olhos, não testemunhes com a tua boca”.

Mas de facto há indivíduos que não conseguem estar calados.

Carlos Ganhão

Raul

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1,798

sábado, 14 novembro 2009 - 19:45

RE: Nós e Tropa

RUCA

Uma frase irónica, pode ter vários significados e ser interpretada, no sentido que se quiser.
Eu que as escrevi, quis dar-lhe um sentido contestatório e não insultante.
Tens todo o direito de interpretá-las como quiseres.

Agora partires para o insulto directo, irreverente, desnecessário e inoportuno, não vou admitir.
Aos 64 anos, ser chamado de ignorante, inseguro, fraco e desconhecedor de minha missão naquele lugar. Pôr quem? Um individuo, que nunca pós os pés em zona operacional, e nunca ouviu um tiro dado pelos "turras", que com a maior cara de pau, desmente os que lá estiveram. Isso é inaceitável.

Minha personalidade e educação, não me permitem, responder-te do mesmo modo.
Mas, vou dizer-te umas verdades.

Têm toda a razão, os vários Camaradas, que me enviaram E-mails, no privado, criticando minha paciência de Job, para te aturar.
Bem fizeram os Camaradas, João e Carlos, que te descartaram, quando se aperceberam de teu jogo, e não tiveram a pachorra que eu tive, em te dar corda, para continuares escrevendo improcedências.

Então, pôr favor, não te dirijas mais a mim, e nem cites meu nome em tuas escritas. Nosso debate termina aqui.
Com esta minha atitude, não estou fugindo ao debate, mas preservando minha dignidade de ex-combatente, tão fortemente ultrajada, pôr ignóbeis palavras.


Para refletires:

Mais de meia dúzia de Camaradas, tiveram desentendimentos contigo, pôr não concordarem com e teus pontos de vista.
Três, desses Camaradas, foram da incorporação de Angola e fizeram o CSM, como tu, na EAMA.
Como Cabos Milicianos, estiveram em Pelotões de Companhias, formadas no RINL, onde a maioria dos integrantes era de raça negra.
Depois de promovidos a Furrieis, foram integrados em Companhias de Batalhões vindos de Portugal e estiveram nos Dembos, uma das regiões mais perigosas do Norte de Angola, e tambem em outras localidades.
Quando passaram a disponibilidade, continuaram em Angola.
A única diferença, entre eles e tu, como militares, é que eles eram atiradores e estiveram em zona operacional.
Pensa nisso, e verás quantos absurdos escreveste.
Raul

crocodilo

Decurião

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1,799

sábado, 14 novembro 2009 - 19:55

RE: Livro

Caro JCruz

Também estou interessado em adquirir o livro "De Quibala a Mulele" escrito pelo nosso companheiro Sérgio. Agradecia que me informasse o endereço do autor ou então, eventualmente através do seu Blog facultar-lhe-ia o meu endereço para que o Sérgio me enviasse um exemplar à cobrança.

Estou curioso em saber se esse nosso companheiro também andou a apanhar cápsulas para se fazerem novas munições.
Como estou mal informado e como nada consta na NET, na famosa Wilkipédia, sobre o assunto, surgiu-me outra dúvida: afinal para além do Quartel General em Luanda, na nossa linha de penetração nos Dembos também havia um Quartel -General na Beira-Baixa; um Quartel-General em Balacende; um Quartel-General em Nambuangongo; um Quartel-General em Zala???? Como estou com o meu amigo alemão (alzheimer) existem pormenores de que já não me recordo.

Um abraço e um bom fim-de-semana.

Carlos Ganhão

Raul

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1,800

sábado, 14 novembro 2009 - 20:35

RE: Nós e Tropa

Prezado Amigo JCRUZ

Desculpa não ter respondido de imediato, a tua postagem.
Tive que me concentrar, para dar uma resposta a altura ao nosso contraditor.

Gostei imenso de ver nossa foto, dos velhos tempos da EAMA, assim como as outras tuas.

Sobre o livro, agradeço. Se para o ano não for ai, informo-te, para o mandares para cá.

Muito boa a colocação, do nosso amigo Carlos.

Um Bom fim de semana, até segunda

Um abraço, companheiro
Raul

Palavras-chave existentes

guerra, historia oral, militar